Yedda Goulart
Que sentimento é este
Que me assalta à mão armada
De saudades?
Que emoção é esta
Que se enrosca
E em lágrimas desata?
A um som
Uma tarde partindo
Uma estrela chegando
A brisa passando?
Que momento é este
Tão intenso
Como se uma vida inteira
Fosse?
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
REFLEXÃO DE NATAL
A
noite desce calma. Luzes cintilam para onde quer que se olhe. Os homens
enfeitam ruas praças e cidades. Abraços, apertos de mão, votos de felicidades, saúde
e prosperidade ecoam nos quatro cantos do mundo!
A
humanidade busca o melhor de si nesta época, celebrando o nascimento do Filho
de Deus!
Será
que no acender de tantas luzes, na ornamentação das casas, do amor e amizade
representados pelas reuniões, encontros e presentes estamos realmente
conscientes do grande acontecimento que celebramos?
Evoluímos
apesar de tantos desencontros, violências, desamor...
No
campo de todas as ciências, descobertas nos surpreendem a todo o momento.
No
entanto, apesar do muito acesso à consciência de que somos muito mais que
matéria até que ponto nos lembramos de que somos espíritos feitos à imagem e
semelhança de Deus, e que nosso propósito é buscar evoluir sempre? Será que sabemos agradecer os
presentes e as oportunidades que recebemos todos os dias?
Fazemos o que sabemos para celebrar o
nascimento de Jesus, que veio dividir os tempos e permitir nosso acesso ao
conhecimento maior do sentido da vida.
Mesmo
que estejamos sempre repetindo tradições que há muito são cultivadas é
necessário que paremos para pensar que as manifestações externas de amor, de compreensão,
de carinho são de fato representações de um mundo maior.
É
preciso que envolvamos verdadeiramente nossa alma, ofertando presentes, abraços
e encontros que nos levem ao interior de nós mesmos e aí sim, acender todas as
luzes, para a revelação do Amor!
É
tempo de solidariedade, de compreensão, de perdão! Que estes valores se
transformem em atitudes objetivas, autênticas e atuantes.
Quando
nos foi dada a felicidade de ter com quem compartilhar tal caminhada através da
convivência familiar, da compaixão com o próximo, da amizade sincera, fomos
agraciados de forma mais leve a exercitar o caminho da iluminação e da
compreensão do que é verdadeiramente compartilhar momentos felizes em nome de
Jesus!
Que
possamos celebrar juntos, muitos e muitos renascimentos Dele entre nós, mesmo
que de forma tão materializada, porque a tentativa das celebrações é de
aprender a amar! De verdade!
Que
entre todas as metas que nos forem dadas a realizar esteja a da compreensão do
verdadeiro sentido da vida e do amor de JESUS,
O CRISTO renascido todos os dias em nossos corações!
FELIZ
NATAL E UM ABENÇOADO ANO NOVO!
domingo, 8 de dezembro de 2013
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Cruz e Sousa - uma vida de sofrimento e sensibilidade.
Cruz e Souza é a figura maior do nosso Simbolismo, nascido a 21 de novembro de 1861 em Desterro hoje Florianópolis .Ser humano sofrido ao nascer sofreu ainda a condição da escravidão.Sua família foi alforriada pelo seu dono ,marechal Guilherme Xavier de Sousa.
Pela proteção do Marechal Guilherme e sua esposa teve a oportunidade de estudar sobressaindo-se nas letras.Sua forte sensibilidade e cultura tornaram maior seu sofrimento diante dos preconceitos que o atormentariam em várias ocasiões de sua vida.Seus poemas refletem sempre este desespero pelas barreiras de trabalho que o levaram a dificuldades financeiras.Ao ler seus poemas sentimos como que este grito de dor pelas injustiças que sofreu.
O Simbolismo é o movimento literário que começa sendo a negação do Romantismo.Valoriza as manifestações metafisicas e espirituais.
A realidade objetiva não mais interessa,O homem volta-se para uma realidade subjetiva.O eu passa a ser o universo, mas não o eu superficial,sentimentaloide e piegas do Romantismo.
Os simbolistas vão em busca da essência do ser humano - aquilo que ele tem de mais profundo e comum com todos - a alma.Busca a oposição entre matéria e espírito,busca o espaço infinito.
Cárcere das almas
Ah! Toda a alma num cárcere anda presa,
Soluçando nas trevas,entre as grades
Do calabouço olhando imensidades,
Mares ,estrelas, tardes, natureza.
Tudo se veste de uma igual grandeza
Quando a alma entre grilhões as liberdades
Sonha e, sonhando, as imortalidades
Rasga no etéreo Espaço da Pureza.
Ó almas presas ,mudas e fechadas
Nas prisões colossais abandonadas,
Na Dor no calabouço, atroz ,funéreo!
Nestes silêncios solitários, graves,
Que chaveiro do céu possui as chaves
Para abrir-vos as portas do Mistério?!
No Simbolismo tudo é sugestão.As palavras transcendem o significado ao mesmo tempo em que apelam para a totalização de nossa percepção,ou seja,apelam para nossos sentidos.Daí ser constante o uso de sinestesias e aliterações.Além da musicalidade que é uma das características mais fortes.
"Vozes veladas,veludosas vozes,
Volúpias dos violões,vozes veladas
Vagam nos velhos vórtices vorazes
Dos ventos,vivas,vãs,vulcanizadas."
Nicola,José de."Literatura Brasileira - das origens aos nossos dias".Ed.Scipione,São Paulo,1990.
quinta-feira, 21 de novembro de 2013
Rainer Maria Rilke
"Cartas a um Jovem Poeta"
Nasceu em Praga em 1875.Escreveu em alemão várias obras em prosa,mas é mais conhecido por suas poesias cujas caraterísticas apresentam um tom mais espiritual e o gosto pelas imagens como em "Elegias de Duíno" escritas entre 1912 e 1922.
Sua obra mais conhecida é "Cartas a um Jovem Poeta" que escreveu a um jovem amigo indeciso entre a carreira militar e a literária.Faleceu em 1926 aos 51 anos.
Destaco: "leia o menos possível trabalhos de estética e crítica ( ...) As obras de arte são de uma infinita solidão;nada as pode alcançar tão pouco a crítica.Só o amor as pode compreender e manter e mostrar-se justo com elas.É sempre a si mesmo e ao seu sentimento que deve dar razão contra toda explanação,comentário ou introdução desta espécie.Mesmo que se engane, o desenvolvimento cultural de sua vida interior há de conduzi-lo devagar,e com o tempo,a outra compreensão(...).
Ser artista não significa calcular e contar, mas sim amadurecer como a árvore que não apressa a sua seiva e enfrenta tranquila as tempestades da primavera, sem medo que depois dela não venha nenhum verão.O verão há de vir.(...)a paciência é tudo."
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
MANHÃ
MANHÃ
Te vejo Senhor
Nas reentrâncias
destes montes
Em cada curva da baía
Nas cores deste céu
Nas luzes deste mar
Te vejo na serena
beleza desta lua
Que brilha na manhã
dourada
E na vegetação
entremeando as casas
Lá na encosta.
Te escuto no canto
matinal dos bem-te-vis
Antecipando a vida
que se agita
Louvo-te também fora
e dentro de mim
Fortemente te louvo e
te agradeço
No colorido da manhã!
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
EScola Oswaldo Machado - Ponta das CAnas -12/10/2013
Texto
da Escola sobre trabalho da Prof. Alcelene Lima Pereira
"As
turmas do quintos anos da professora Alcelene Lima Pereira, participam uma vez
por semana na biblioteca do projeto “Criando Leitores: escolhendo a
literatura”, onde acontece a hora do conto. A bibliotecária Lidyani Mangrich
trabalhou com as turmas, o livro "Aventuras na Ilha da Magia",
de Yedda de Castro Bräscher Goulart . O livro conta as tradições da Ilha de
Santa Catarina, fala das bruxas que aqui habitam, dos pescadores, do gigantinho
"mumificado" pelas bruxas; morro que segundo a lenda foi petrificado
pelas bruxas no início da Serra do Tabuleiro, para que o Gigante não invadisse
a Ilha da Magia. Assim como conta a formação de nossa cidade, fala de como a
imagem de Nosso Senhor dos Passos veio "parar" na igrejinha do
Hospital de Caridade, assim como relata os principais pontos turísticos da
cidade. Ao falar do Museu Cruz e Sousa, relata um pouco da vida do nosso poeta.
Dando continuidade ao projeto, os alunos fizeram uma visita orientada ao Museu
Cruz e Sousa, passando pelos principais pontos turísticos de Florianópolis como
a Figueira, Catedral, Largo da Alfandega, Hospital de Caridade, Mercado
Público, e avistaram também o Gigantinho da Baía Sul.
Em
sala de aula, tiveram que escolher uma cena do livro ou do passeio, para a
produção de um desenho, e após o desenho, elaborar uma produção textual sobre o
mesmo, onde tinham que recontar o conto do livro Aventuras na Ilha da Magia.
Após
a produção os desenhos foram digitalizados e os textos corrigidos e digitados
para a elaboração de um livro, que recebeu o título de “Recontando o conto-
Aventuras na Ilha da Magia.”
No
dia 13 de setembro, tivemos a honra de receber a escritora Yedda Goulart em
nossa escola. Onde ela conversou com os alunos com relação ao livro que foi
trabalhado por eles, e também a escritora respondeu a vários questionamentos
que os alunos tinham tanto sobre a obra quanto a vida pessoal. Foi um momento
de importante interação , socialização e aprendizado!"
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
A LITERATURA DOS CATARINENSES -Celestino Sachet
Sub-título
Espaços e caminhos de uma identidade .
Poema,Prosa.Teatro.
(U
Nesta obra de imenso valor para a Literatura Catarinense o Professor e Doutor Celestino Sachet ,busca demonstrar a identidade da Literatura Catarinense.O trabalho que consumiu vários anos de esforço do autor é um estudo das características que compõem o vasto repertório de autores catarinenses na poesia,prosa e teatro.
Uma joia de brilho intenso e significante para os estudiosos e criadores da Literatura Catarinense em todas as suas vertentes.
Esta obra vem suprir a carência de uma crítica literária que muito enriqueceria a historiografia do Estado´
A edição é da Unisul, do ano 2012,com uma bela ilustração e capa de Rodrigo de Haro.
Espaços e caminhos de uma identidade .
Poema,Prosa.Teatro.
Nesta obra de imenso valor para a Literatura Catarinense o Professor e Doutor Celestino Sachet ,busca demonstrar a identidade da Literatura Catarinense.O trabalho que consumiu vários anos de esforço do autor é um estudo das características que compõem o vasto repertório de autores catarinenses na poesia,prosa e teatro.
Uma joia de brilho intenso e significante para os estudiosos e criadores da Literatura Catarinense em todas as suas vertentes.
Esta obra vem suprir a carência de uma crítica literária que muito enriqueceria a historiografia do Estado´
A edição é da Unisul, do ano 2012,com uma bela ilustração e capa de Rodrigo de Haro.
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
INTERLÚDIO
Yedda Goulart
Um som
Um piano cristalino
É Mozart
Vivo,ágil,vibrante,terno...
No espaço
A nuvem travessa
Cai,some - no silencioso pinheiral
De lá espreita
A noite que se veste
De candelabros , vagalumes
cantores guiando a noite na jornada
Emudece Mozart
Fecha-se o piano
Estremece a alma
Silêncio - é noite!
Um som
Um piano cristalino
É Mozart
Vivo,ágil,vibrante,terno...
No espaço
A nuvem travessa
Cai,some - no silencioso pinheiral
De lá espreita
A noite que se veste
De candelabros , vagalumes
cantores guiando a noite na jornada
Emudece Mozart
Fecha-se o piano
Estremece a alma
Silêncio - é noite!
quarta-feira, 10 de julho de 2013
OPCIONAL
Yedda Goulart
Na busca de algo
Outro tanto se perde
Malabaristas da sorte
Tudo buscamos reter
Dorida escolha
Entre o que vai e o que vem
Naquele um pedaço de ´pele,de sangue
de essência.
Neste o alvoroço do estranho
O encolher-se de medo
O passo em dois tempos...
Sempre algo se perde
na troca, na busca, no caminho.
Nem o retorno devolve
O perdido,o passado - o que se trocou!
A BELEZA E O TEMPO - William Shakespeare
SONETO XV
Quando vejo que tudo quanto cresce
só é perfeito por um breve instante,
E que o palco dos homens se oferece
aos desígnios dos astros mais distantes
Quando ao céu que ora aplaude ora castiga
Homem e planta em pleno crescimento
vêem findar-se a seiva e a ainda glória
que tinham cai no esquecimento
Á luz de tão instável permanência
aos meus olhos mais moça te anuncias
embora juntos,Tempo e Decadência
Queiram transformar-te em noite o claro dia
Então,por teu amor o Tempo enfrento
E o quanto ele te rouba eu te acrescento.
Quando vejo que tudo quanto cresce
só é perfeito por um breve instante,
E que o palco dos homens se oferece
aos desígnios dos astros mais distantes
Quando ao céu que ora aplaude ora castiga
Homem e planta em pleno crescimento
vêem findar-se a seiva e a ainda glória
que tinham cai no esquecimento
Á luz de tão instável permanência
aos meus olhos mais moça te anuncias
embora juntos,Tempo e Decadência
Queiram transformar-te em noite o claro dia
Então,por teu amor o Tempo enfrento
E o quanto ele te rouba eu te acrescento.
domingo, 30 de junho de 2013
ENTREVISÃO
Yedda Goulart
Ontem vi você sofrendo
a porta esteve entreaberta
por instantes – entrecruzamos
porta semicerrada
por fora róseo –risonho
ontem apenas
entrefechada
deixava escapar soluços
suspiros semiguardados
Ontem vi você chorando
o olhar escapescapando
e seu orgulho ternurizando
Ontem vi você crescendo
Entrevi um mundo lindo
Vi tanta coisa bonita
Um grande lago subindo
em cascata se tornando
e um sorriso tão largo
nascendo das suas lágrimas
Vi outro dia nascendo !
quinta-feira, 20 de junho de 2013
Os Estatutos do Homem- Thiago de Mello
Thiago de Mello é amazonense,nascido em 1926.Poeta e tradutor.Sua crença de que é possível uma sociedade humana e solidária gerou a obra "Os Estatutos do Homem",traduzidos em mais de 30 idiomas.
Artigo 7
Por decreto irrevogável
fica estabelecido o reinado permanente
da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada
na alma do povo.
"
quarta-feira, 12 de junho de 2013
EU E VOCÊ
EU E VOCÊ
Nas horas caladas da noite
quando o mundo volta ao silêncio milenar
e às estrelas, não importa
o ano que
passou...
Nas horas caladas da noite
quando a lua se acende tão branca
e se revê há milênios nas águas do mar...
Nas horas caladas da noite
quando me visto de mim
e você recupera o seu eu
Rolamos no espaço infinito
dos meteoros
despencando em vertigem dos céus...
Rolamos sem tempo e sem fim
no reencontro do ser primordial
num abraço de terra e de cosmos
Somos tudo neste exílio total!
domingo, 2 de junho de 2013
O PINHEIRO
Yedda Goulart
Lá está...
Ereto, alto, esguio
Plantado no chão da
minha terra...
Imóvel sentinela,
Ergue em taça as
palmas
Prece permanente...
Balança os galhos e
canta
Mansamente...
Ao beijo da brisa nas
noites de luar...
Intrépido cálice retorce
os galhos
Ante raios
coruscantes
O branco das nevadas,
o vento uivante...
Geme a palma
enregelada...
Grita, chora, canta, guarda
Esta terra que te viu
nascer!
Espalha pela gralha o
sêmen
De tua raça vegetal
altiva e bela
Ameaçada de sumir da terra
No fio da serra
incandescente
Da ambição não
saciada,
Na queda mil vezes
mil multiplicada
Do teu ser!
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