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terça-feira, 4 de junho de 2024

Eu e o Tempo





Yedda Goulart
¹
Céleres correm dias,semanas, meses...
Houve tempos ,  muito lentos, pareciam não passar!
Aniversário,carnaval,páscoa,junho e seus alegres santos..
Natal e seus encantos...
Hoje me espanto....
Meu antes longo tempo....se esvaindo como areia entre  as mãos...
Mais um verão  sem ardores juvenis...
sem cansaços e sonos embalados nos cantos das cigarras..
nas calmarias das ruas , apenas na lembrança de verdes campos,  buscando  horizontes...
e sombras benfazejas, abrigando o gado sonolento...
Que é da lentidão daqueles dias, quando na inquietude de menina
eu era o tempo e o tempo era eu que corria debaixo do sol
então amigo!
Que ficou dele além da lembrança de com ele não me importar
porque a mãos cheias era meu!
Que ficou?
 além desta angústia de o ver passar com tanta pressa?


terça-feira, 13 de julho de 2021

GRATIDÃO

 Bom dia, vida!!

Bom dia , saúde !!
Bom dia, sol, brisa , mar....
Bom dia cores , todas as cores que embelezam meu olhar...
Bom dia filhos, pais e mães...
Bom dia avozinhas e vizinhos... seres humanos..meus irmãos...
Bom dia flores e frutos ... animais amados ou abandonados...
Vegetais que me alimentam...irmãos Que batalham em todos os caminhos...companheiros de jornada...
Bom dia alegria e sofrimento....
Bom dia amigas e amigos que tornam meus dias em bons dias, com seu abraço , sua presença, sua empatia com as minhas dores e minhas alegrias...
Bom dia Deus,meu Pai
que tudo me deu com perfeição!!!
Yedda Goulart

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Liberdade

 Yedda Goulart
Benditos dias livres
Em que Minh 'alma voa...
Ecoa o mar, e entoa o vento o canto da liberdade ...
Pensar, ousar, sonhar....correr como outrora!
Benditos dias livres das exigências do fazer...
criar, lutar,  sorrir ou chorar...
Benditos dias livres
dos limites ,das portas fechadas
dos sons estridentes, das horas marcadas...
das horas perdidas , impedidas distâncias...
Vou e volto no tempo, tempo distante...
Só o tempo não volta...volta a saudade 
dos sonhos no tempo das brincadeiras
Hoje sou eu  que vou e volto no tempo...
Eu e  minh' alma livres...dos desencantos!
 



segunda-feira, 10 de junho de 2019

Mãe Terra


Mae Terra
Generosa mulher
onde germina do Amado
a semente viva da Divina Luz!
Filhos do Universo
Por teu corpo transitam e rolam
na circularidade da vida!
És mulher ,ninho escondido
Porto seguro
da vida fugaz, qual estrela que se parte
em brilhos,gerando corpos e acolhendo homens
e plantas, e flores, florestas , animais e mares!
Poeiras de estrelas em busca
do Lar verdadeiro....
És hospedeira de vidas mutantes
Escola de almas  buscando infinitos
Poema de luzes perdidas em sombras
reveladas  com a força e brilho do amor !



quarta-feira, 13 de julho de 2016

OPCIONAL


Na busca de algo
outro tanto se perde
Malabaristas da sorte
tudo buscamos reter...

Dorida escolha
Entre o que vai  e o que vem
Naquele um pedaço de pele, de sangue
de essência.
Neste o alvoroço do estranho
O encolher-se de medo
O passo em dois tempos...

Sempre algo se perde
na troca, na busca, no caminho.
nem o retorno devolve
o perdido, o passado – o que se trocou!

Introito


Yedda Goulart

Mosaico
quadro que componho
Fragmentos poliformes do meu ser
pinçados no percurso

entre os enleios do mundo

e a lucidez

milimétrica do tempo que passa

tão depressa.

Mosaico
incompleto até que a vida se complete
e o último pedaço colorido
ou negro, se acomode
justaposição multicolorida desta busca

Mosaico
Na limítrofe aduana do infinito
uma forma irregular
um pedacinho, um mínimo pedaço
talvez componha o retrato
abstrato do meu ser!

DA MINHA JANELA



Daqui o horizonte é verde e sinuoso
O horizonte, daqui é benevolente
e próximo.
Passivo, oferece o dorso desnudo
à miséria que cresce e sobe
implacável.
Invasores em formação
Destroçam a imponência verde
secular...
Se o morro sangrasse , na invasão
a cidade seria vermelha .( mais ainda de vergonha)
Se de cada árvore arrancada
no silêncio da indiferença
ecoasse um grito
só assim, talvez...
o horizonte daqui, seria ainda
Natureza !

EVOLUIR



O que vale na luta não é a vitória final
Mas o aprendizado dos meios
O reconhecimento dos obstáculos
O discernimento das escolhas
A evolução das possibilidades.
O que vale na luta não é submeter o vencido
Mas submeter-se o vencedor
À caminhada lenta, progressiva, paciente.
Reconhecer-se aprendiz
E na apreensão –  Viver!

DESTERRO DO SOL



Não me importa
O negrume das nuvens
Nos ombros do Tabuleiro
Sugerem tristezas
Massa em trincheira
Resistem ao vento nas fronteiras
Da Ilha.
Não me ameaçam
Descendo, descendo
Camuflando – se ao mar
São belas, são cálidas
São ninhos , são nimbos
Refletem saudades
Resguardos, silêncios
Eternidades.
São nuvens – promessas
De chuva caindo
De braços – resguardos
Momentos de paz
Nuvens no Tabuleiro
Enrosco- me em casa
Em ninho, em nimbo
Me penso , me busco
Descanso.

CAMINHADA



Terá que ser construída
Letra a letra
Palavra a palavra
Linha a linha
Alinhavando
Passo a passo
O texto no contexto
Do tempo...

Poesia

POESIA

Você me foge
Etérea
Como a vida
Quando abandona o corpo
Ou como a fonte cristalina
Foge,despencando das encostas
Você zomba de mim
Nuvem
Que se evola pelo céu
Você me asfixia
Fumaça
Fugitiva do que queima
Você que na janela
Embaça
A visão que é lá de fora
Você que é
Ânsia
Queima,zomba,asfixia
Você não se aprisiona
É Poesia!

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Fim de tarde ensolarada

Yedda Goulart

Ah! este declínio de tarde lindo e melancólico!
Ligeiro e jovem passa o dia
ensolarado e azul !
Passou... e só lembranças no seu rastro ligeiro
E só saudades em suas cores  tão esmaecidas...
Como esmaecidos meus cabelos...e meus sonhos!
Saudades dos amores só imaginados,dos suspiros 
Despertados ...
Sons...  à distância...bater de jovens corações 
Voltam... 
Neste declínio de tarde triste e melancólico!





terça-feira, 27 de outubro de 2015

PRIMAVERA

Yedda Goulart

Onde estás primavera?
Que é feito das tuas flores e dos teus cenários de luz?
quando retornas ao convívio
dos que  tão ansiosamente te aguardam?
foram contigo nossos sonhos,e as ilusões prometidas
de que voltarias sempre e sempre,indefinidamente?
Tu, que pensei eternamente fiel e amorosa que,
 carinhosamente afagavas nosso corpo e nossa alma?
O que houve,primavera?
Eram tuas nossas esperanças?
eram teus os amados que partiram?
as cidades mansas ,as canções que embalavam
nossos corações?
Os tímidos amores à distância?
a gentil presença das pessoas?
E nossa juventude ,onde a escondeste?
Volta primavera,leva esta chuva que não cessa
conforta a natureza sofrida, afogada em tuas águas!
Retorna e traz de volta a luz de nossas vidas
que no teu seio escondes,primavera!





sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Rio Vermelho

Yedda Goulart

Este rio silencioso
E rubro
Corredeira inconformada
em seus limites...

Desejando a queda das cachoeiras
Invejando a liberdade de águas claras
Despencando da ponta
dos meus dedos...

Rio caudaloso e rubro
Acelerado na corrente
Do teu beijo
Descansado na planície
Do meu leito...



quarta-feira, 27 de maio de 2015

OUTONO

Este não é o outono dos meus sonhos!
Aquele, de folhas douradas forrando caminhos...
Ninhos dourados brincando na brisa, sob meus pés
convites ao rodopio das  suaves lembranças ...
das brincadeiras,cantigas de roda
,ensaios de sortes e preces pra São João...
Não,este  não é o outono esperado,
 de cenho cerrado,sempre chorando
 desanimado janelas fechadas,sem  canto de sabiás...
Onde o sol se escondeu ?
Onde o encanto das folhas caindo
nas ruas da minha cidade,crianças correndo
ilusões de um mundo ideal ,um país varonil
onde o outono dourado do nosso Brasil?

segunda-feira, 20 de abril de 2015

CAROLINA



Ela chegou e minha vida iluminou
 como o luar ilumina a pele do mar
como o sol ilumina o dia
como o dia ilumina a noite ...

Ela chegou toda juventude
e a casa se contorceu de alegria
e meu coração liberou toda dor
e alongou-se no meu peito
e eu me tornei só felicidade!

Felicidade com cabelos negros
olhos de menina
sorriso aberto
lágrimas de emoção!

Quem é você que me extasia
Simplesmente por estar aqui
Simplesmente porque existe
Simplesmente
Como um presente que a saudade
espanta e a dor da tua ausência
Leva .....quem é você
de onde vem,pra onde vai
Fragmento de felicidade
Se  estar aqui dura tão pouco!

sexta-feira, 10 de abril de 2015

O FIlho

Yedda Goulart

Um dia,um tempo
Um momento
Um leve rufar
De asas
Um sussurro,uma
Aceitação
E você.
Não faz tanto tempo
E tanta coisa mudou...

Em silêncio lhe acompanho
Os passos, agora certos,
Agora firmes, agora
Ausentes de mim.
No silêncio
Na imensidão abismal
No Universo
Minha voz de prece
Restabelece
Ante o Criador e a criatura
A intima parceria - a
Alegria
DA sua criação!

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Casa da Minha Infância

Na casa da minha infância
Passeavam  vento e  lembranças
Sonhos eram vividos
Brinquedos muito sonhados

Na casa da minha infância
sons os mais variados
somente eu os ouvia
 anunciavam missa aos domingos
cantavam festa e folias...

Na quaresma choravam
a sorte do Salvador!
dobravam ao ver que a morte
passeando pela cidade
mais um vivente levou...

Na casa da minha infância
O tempo  apressado roubou
Pedacinhos também de mim ...

Roubou a casa também
Só não levou minha rua
Por que ela não é mais a rua
Da casa da minha infância!

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Eu e o Tempo

Não posso impedir que o Tempo
Desenhe sua passagem em minha face
Embace o brilho dos meus olhos
Devaste com sua foice
A mata dos meus cabelos...
Volto-me ao interior
Ao essencial
Aqui proíbo-lhe a passagem
Caminho para o infinito
Sem Tempo,sem pressa
Sou centelha do Divino!

terça-feira, 27 de maio de 2014

Angustia

Yedda Goulart

Quando minha alma
assim inquieta se mostra
busco respostas
que de mim se escondem...

Será saudade,tanta inquietude
Solidão em meio a tantos
Ausência de juventude?

O que deseja esta mente que se agita
A todo instante,o que busca
esta essência que a complete?

Por que tanta sede de trocas verdadeiras
Amizades perenes e profundas
Profundas certezas...?

 Por que se buscam amores permanentes
Realizações que não se escondem
Ações que não se esgotem...
Se as respostas ecoam a cada instante?
.......................................................

À alma inquieta ,a Vida responde...
 Aqui nada há que perdure eternamente!