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quarta-feira, 10 de julho de 2013

A BELEZA E O TEMPO - William Shakespeare

SONETO XV


Quando vejo que tudo quanto cresce
só é perfeito por um breve instante,
E que o palco dos homens se oferece
aos desígnios dos astros mais distantes

Quando ao céu que ora aplaude ora castiga
Homem e planta em pleno crescimento
vêem findar-se a seiva e a ainda glória
que tinham cai no esquecimento

Á luz de tão instável permanência
aos meus olhos mais moça te anuncias
embora juntos,Tempo e Decadência

Queiram transformar-te em noite o claro dia
Então,por teu amor o Tempo enfrento
E o quanto ele te rouba eu te acrescento.



segunda-feira, 10 de setembro de 2012

POESIA

In Mosaico (poesias)Yedda Goulart

Ainda em Poesias que se Cruzam


POESIA                                            


Você me foge

Etérea

Como a vida

Quando abandona o corpo

Ou como a fonte

Cristalina

Foge, despencando das encostas.


Você zomba de mim

Nuvem

Que se evola pelo céu

Você me asfixia

Fumaça

                            Fugitiva do que queima

Você que na janela

Embaça

a visão que é lá de fora

Você que é

Ânsia
Queima, zomba e asfixia.

Você não se aprisiona

É Poesia!

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

QUERO POESIA !!!!!!!!

Crystiane Goulart  Ivanoski

Quero poesia...
Para lubrificar meus olhos,
Purificar o ar que respiro...
E cantarolar aos meus ouvidos.
Quero poesia...
Para iluminar as horas de meu dia,
Para limpar todos os meus caminhos,
E dizer-me sempre: Vá, sorria!!!
Quero poesia...
Para acalentar meu pranto,
Enxugar minhas lágrimas
E me inspirar enquanto canto.
Quero poesia...
Para me dar ternura, consolo, umsorriso
Para trazer sossego, paz e harmonia
E me fazer companhia quando nãoestás comigo.
Quero poesia...
Para afagar meu sono
E colorir meus sonhos
Feito nuvens de algodão.
Quero poesia
Para passar meus anos,
Tendo a certeza de ter alguém
Para me apertar a mão.
E mesmo no contentamento, nabrincadeira,
Na simplicidade que quero para avida inteira,
Ainda assim, nos ‘cantinhos’ maisdifíceis de se atingir..
Quero poesia...
Para enriquecer meu corpo, minhaalma e meus dias...
Pois, para sobreviver... Necessitode POESIA!!!!!





sábado, 3 de setembro de 2011

O Retrato e Retrato

Yedda Goulart ( in "Mosaico")

 Serão minhas
Estas mãos que envelhecem
e não posso esconder?
Será meu
Este rosto no espelho
E o do retrato
Pra onde é que foi?
Serão meus
Estes olhos que choram
Com saudades de mim?
Serei eu a do retrato
Que o vidro gelado
No tempo mantém prisioneira?
Ou serei eu
A mulher que me fita do espelho
Com a face que o tempo lhe deu?

Cecília Meireles( "Viagem Vaga Música")

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo,assim triste,assim magro,nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
_ Em que espelho ficou perdida
a minha face?

Palavras e As Palavras






Yedda Goulart ( "Mosaico)

Entre nós - palavras
Misteriosas concretizações que não retenho
como pássaros ou flores entre as mãos.
São mais como estrelas viajantes
entre o céu e o meu olhar.
Materiais - prisioneiras nas folhas de papel
imateriais e mais distantes
quando entre nós por vezes...
Ora dardos invisíveis
sem ruídos estrangulam sonhos,destroem esperanças
asfixiam vidas interiores.
Ora enfermeiras
explodem em luzes nos sorrisos
cintilam em cores nas retinas
Vagalumes de noites solitárias
melodias nos longes da memória.

Palavras - portas entreabertas nos enigmas dos olhares
células do espírito que se esconde
Dono e Senhor de mutantes escravas

Viajantes palavras
reduzindo distâncias
Entre o infinito de você e de mim.





Domingos Paschoal Cegalla " (MiniGramática da Língua Portuguesa")

As palavras dormem seu sono profundo
como as pedras no seio das montanhas.
Desperta-as e constroi com elas
a tua torre,bela e inabalável.que até os furacões respeitem,
quando ruge em seu redor, a tormenta implacável.
As palavras dormem nos jardins do sonho,
como sidéricas jazidas
no regaço dos morros.
Desperta-as e faze com elas
não armas mortíferas,instrumentos de dor,nas cordas de harpas
que o brando vento vibre
cantando canções de amor.