quinta-feira, 23 de agosto de 2012

TARDE ENTRE AMIGOS



Era uma vez,uma escola que abrigava muita alegria e muita luz, muita movimentação de jovens que lá passavam grande parte de seu dia.
Eram alunos das 6ªs séries que receberam as visitas no seu salão nobre decorado com  belos desenhos  inspirados na leitura de um livro que falava sobre as belezas do lugar ,que é a casa comum de todos.
Muitos descobriram ali seu talento para registrar a convivência com o amigo livro que lhes proporcionara viajar na realidade e na fantasia conduzido por personagens reais e do mundo fantástico.
As visitas se alegraram desde a entrada onde  foram recepcionados pela amiga maior da turma: a Professora.Ela é jovem,linda e muito dedicada a seus alunos, é a fada que lhes proporciona  viagens fantásticas a cada livro lido.
Durante muitos dias dedicou-se a professora, além dos trabalhos normais do dia a dia, a ler e conversar sobre o livro que se transformou numa espécie de condução para o mundo maravilhoso de uma ilha encantada.
Para todos os recantos daquele paraíso ali descrito partiram todos juntos.Na verdade, foi um passeio inesquecível.
Inesquecível, porque gravado na lembrança de uma leitura e na apresentação de fotos organizadas pelos alunos que resolveram trazer para sempre gravadas imagens tão maravilhosas de um passeio onde desfrutaram da presença dos colegas de jornada.

Como não podia deixar de ser aquelas imagens ali gravadas,  demonstrando a realidade da ilha em que viviam ,  comprovaram as cenas descritas no livro que a todos levou a passear.
Lindas fotos.Muita sensibilidade daqueles que criaram na apresentação ,uma obra de arte.
Os personagens do livro eram como eles.Amantes de novidades,  amantes do belo e de fazer amigos.Alguns vieram de muito longe,viajaram por muitos mares e voaram sobre muitas flores.De alma aberta ao novo, corajosos, transformaram-se, para buscar novos conhecimentos e muitas novidades. Havia uma fada parecida com a professora e que ensinava muitas coisas novas.
Conversaram muito as visitas e os jovens amigos.Trocaram idéias,riram juntos.Conheceram-se melhor!Com certeza ali nasceu a arte da amizade.Tudo por causa de uma leitura!

Até que a tarde acabou.Flores, belos lírios cor da alegria e lindas  poesias chamadas Pão por Deus,foram ofertadas e serão o registro de uma tarde que deixou saudades!

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

CECILIA MEIRELES

"A vida só é possível reinventada" o poema Reinvenção demonstra  sua temática em torno da melancolia,da incompreensão e do desencanto.
Nasceu a 7 de novembro de 1901 no Rio de Janeiro.Talvez seu inicio na literatura na chamada "corrente espiritualista" sob influência dos poetas que formariam o grupo da revista Festa, com inspiração neo-simbolista, se deva ao fato de haver se tornado orfã de pai e mãe aos três anos de idade.
Foi professora universitária e sua obra carregada de uma fluidez literária oscila em suas características como pertencente também ao Modernismo.
Um dos aspectos fundamentais da poética de Cecília Meireles é a consciência da transitoriedade das coisas.
Assim, o tempo é o grande personagem - ele passa,é fugidio.inconstante!

 MOTIVO   

 Eu canto porque o instante existe
  e a minha vida está completa.
  Não sou alegre nem sou triste:
  sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
Não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei,não sei.Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto.E a canção é tudo.
Tem sangue eterno e asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.

In:Flor de Poemas.6ed.Rio de Janeiro,Nova Fronteira,1984.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

A VIAGEM

            Foi pura adrenalina como se diz hoje, viajar de trem pela primeira vez!
Pra mim, trem era uma coisa qualquer que se perdia pela casa, ou na qual se esbarrava por não ter sido devidamente guardada. Os “trem” de cama que precisavam ser trocados, os “trem” que ficaram esquecidos no quintal. Lembro ainda da mãe perguntando à Lalinha: - onde você colocou os “trem” do tio Zé, criatura?”.
Foi, portanto, com o maior espanto que recebi a notícia de que iriamos viajar numa daquelas coisas que se chamava, em casa, de trem.
Pra mim, trem era tudo aquilo cujo nome fugia da memória da gente.
 Eu já vira uma figura de trem, mas os “trem” lá de casa eram mais concretos. Tudo era “trem”. Trem pra lá, trem pra cá. E geralmente, aqueles ”trens” viviam perdidos como que se escondendo das faxinas da Lalinha que se encarregava de ajudar a mãe.
Mas, não me importava em que trem sairia montada pra viajar pelo mundo afora. O importante é que ia viajar- palavra mágica esta – viajar, viagem!
Chegado o dia marcado para a aventura a ansiedade não me deixou dormir. Afinal estava avisada de que sairíamos ainda com a lua no céu gelado da serra pra pegar o trem lá pras bandas de serra abaixo. Até lá, eu caraminholava, com certeza iríamos montados num “trem” qualquer.
Visualizava-me, bem como ao pai e à mãe, voando naquela mala velha lá do sótão que estava sempre sendo chutada por alguém que prometia dar fim àquele “trem”. Será?
Ou quem sabe, empoleirados em cima de um tapete igual aquele tapete mágico do Alladin?
 Enfim, é chegada a hora de partir. A madrugada tornava tudo ainda mais misterioso. A cidade deserta. Na rua, nem cachorro aparecia pra enfrentar a geada caindo. Como me diziam, caindo lá de cima do pólo norte, onde morava o Papai –Noel.
 Metidos em mil agasalhos enfrentamos a geada que se condensava no para-brisa do carro de aluguel que o pai contratara para levar-nos serra abaixo.
Serra abaixo! Então iríamos rolando, rolando até cair dentro de outro “trem”.?
O carro velho do seu Mário não parecia nada com o que minhas fantasias criaram. Era apenas um carro. E uma vez dentro dele, sem maiores novidades, dormi o sono dos anjos travessos, no regaço da minha mãe. O que não me impediu de sonhar que era uma linda bola colorida rolando serra abaixo até entrar numa coisa que nem em sonhos eu saberia definir.
Havíamos chegado á cidade onde a gente ia ficar hospedado num hotel.
Puxa, que viagem!
Eu nunca havia estado num hotel. Quando as aulas retornassem iria ter o que contar...
Instalados afinal, descemos para o jantar. Tudo muito legal. Algumas pessoas desconhecidas. Nenhuma criança. Que pena! Teria que fazer minhas explorações sozinha.
Na sala de estar havia uma cadeira de balanço e foi nela que encontrei uma forma de brincar. Percebi que a cadeira se movia pela sala se a balançasse com força. Que brincadeira genial. Passear de cadeira pelo salão do hotel!
 E foi assim que me distanciei um pouco da mãe e do pai que olhavam algumas revistas espalhadas por ali. Aquilo sim era um “trem”  de cadeira legal.Tinha os pés em arco o que a fazia deslizar pela sala .
Foi então que, de repente a luz apagou. Na escuridão total um grito vindo do andar de cima me fez  ficar arrepiada..
 As sombras desenhadas nas paredes tornaram tudo muito mais assustador.  Abandonei a brincadeira e a coragem. Tateando, buscava mãe e pai. Distraira-me passeando de cadeira. E agora, onde estariam?
Imaginação turbinada pelo medo me via perdida e sozinha num abismo sem fim.
Afinal, encontrei a mão cuidadosa da mãe e agarrei-me nela como um náufrago na tábua de salvação! A coragem confundiu-se com a escuridão.
Logo apareceram os donos do hotel com velas acesas e distribuíram algumas entre os hóspedes. Naquela época não havia lâmpadas de emergência numa cidadezinha feito aquela.
Do andar de cima novamente o grito congelou os movimentos de todos. Estariam matando alguém? Um fantasma teria aparecido?
Estórias escabrosas contadas ao pé do fogo arderam na minha memória acelerando-me o coração. O que estaria acontecendo?
Logo passos despencaram dos degraus e gritos de pega ladrão atingiram ouvidos mais alertas que o normal.
 Agarrada às saias da minha mãe senti as orelhas crescerem como as dos elefantes do livro que a professora mandara ler naquela semana. Que vontade de estar em casa, debaixo dos cobertores onde ninguém conseguiria me encontrar.
 Viajar não era tão fácil como pensara.
 Então da mesma forma como fugira, a luz voltou! Danada de luz travessa. Garanto que sabia o que ia acontecer, pensei!
Agora, passado o susto ela voltava toda amarela. Podia ficar lá na rua, agora a gente já vai dormir mesmo!
Fui acordada por um apito longo e muito alto que me deixou meio atordoada E a mãe sacudindo meu braço parecia muito excitada com a grande aventura que estava prestes a se iniciar.
Havia uma neblina úmida e muito fria na estação. Meus olhos cresceram de curiosidade. Afinal, a visão do trem. Lá estava ele.
 O trem de verdade! Era imenso e vermelho. Puxado por uma locomotiva a carvão. Respirava tenso soltando fumaça como a Lalinha quando saía de manhã pra comprar o pão nas manhãs geladas da serra...
Esfregando os olhos o espanto escapuliu e foi parar naquela coisa tão esperada. Então aquilo é que era o trem!
Entendi porque a mãe chamava a tudo de “trem” principalmente quando eu deixava brinquedos espalhados pela casa.
- “Delia! Vai guardar estes teus “trem” antes que derrubem a gente!
Era lindo! Igual ao desenho do livro que ganhara da tia Carola no aniversário. Até a fumaça que saía lá da frente, como se alguém estivesse fazendo o fogo pela manhã.
Aquilo devia estar sempre no caminho de alguém. Grande daquele jeito! Uma coisa sem fim!
Agarrada à mão do pai subi o primeiro degrau daquela coisa que respirava impaciente para sair.. Parecia um cavalo bufando de pressa.
Eu me sentia como se estivesse embarcando para a lua, como os personagens de Monteiro Lobato na “Viagem ao Céu”!
Um novo e excitante apito !Muita gente se abraçando e correndo para a viagem!
Dentro do trem, estudando o ambiente meus olhos corriam numa observação acelerada. É preciso estar atento pra ver como as coisas vão acontecer. Olhava tudo e todos com uma concentração total, para crer que não estava sonhando novamente.
 Na verdade, fazendo planos pra depois do susto de estar, afinal, dentro de um trem!

De repente, um apito mais longo e como que gemendo, aquela coisa vermelha foi saindo do lugar com muita má vontade até que conformada iniciou uma marcha ritmada.

Acertadas as coisas, todos em seus lugares, inclusive o trem que ia sempre em frente cantando. Já era possível arriscar um passo fora do banco em direção ao corredor.

Agora sim, que fantástica viagem se poderia fazer!Ali se podia viajar caminhando e até correndo se quisesse.

Lá fora, a paisagem disputava corrida com a gente Mas, não tinha jeito. Ia ficando pra trás com tudo que estava dentro dela – casas, cachorros, árvores, pessoas, animais. Tudo passava, ia ficando longe. E eu dentro do trem, corria pra lá e pra cá porque não queria perder nada daquela fantástica viagem.

Minha primeira viagem! Minha primeira noite num hotel. E o trem, aquela coisa que corria sempre em frente, respirando cansado, bufando como o cavalo do tio Zé, deixando tudo pra trás.

 Comecei a aprender que viver e viajar era muito parecido. Ir sempre em frente e ver as coisas ficando pra trás!Até o espanto das coisas inesperadas.

Jamais esqueci minha primeira viagem de trem!     


Yedda Goulart

sexta-feira, 29 de junho de 2012

SONHO INFANTIL






Pro céu tão azul
Sobe a pipa ligeira
Em suas asas conduz
Nosso sonho infantil

Voar, voar...

Ao sabor do tempo
Sem tempo para voltar.
Voar, voar...
Só o carinho do vento
Sem saber onde pousar...
Voar, voar...
Sem nunca  cansar
Voltar, voltar

É preciso voltar
Pra de novo sonhar!
Yedda Goulart

quinta-feira, 28 de junho de 2012

MANHÃ

Te vejo Senhor
Nas reentrâncias destes montes
Em cada curva da baía
Nas cores deste céu
Nas luzes deste mar
Te vejo na serena beleza desta lua
Que brilha na manhã dourada
E na vegetação entremeando as casas
Lá na encosta.
Te escuto no canto matinal dos bem-te-vis
Antecipando a vida que se agita
Louvo-te também dentro e fora de mim
Fortemente te louvo e te agradeço
No colorido da manhã.

terça-feira, 26 de junho de 2012

De onde Vem?


Yedda Goulart

Este desgosto e este sofrimento
Esta vontade de falar
Sem poder determinar
Os sentimentos ?

De onde vêm... 
Este medo
Esta solidão
A tanta gente em meio
A tanto amor?

De que ânsias
Minha alma
Se ressente.
Que tanto mais
Deseja
Que tanto exige
Para ser feliz?

domingo, 24 de junho de 2012

Fim de tarde - Domingo!

O Domingo está chegando ao fim!Uma linda tarde de domingo estende agora seu longo braço para cumprimentar a noite que chega para seu turno secular.Daqui posso ver o sol  nas copas das árvores num sinal de que está partindo.Esteve conosco durante todo o dia. Agora está partindo para muito longe,para o  outro lado do mundo.Nada mais emocionante que uma tarde partindo como que empurrada pelo vento.As palmeiras dançam, e seus ramos em movimento dão adeus a mais um dia .Único na caminhada eterna do tempo!
No alto dos edifícios os raios dourados emolduram o horizonte de pedra.E os edifícios tocados pelo brilho dos raios saudosos do sol, sem querer, tornam-se parte da natureza.
Não sei que sentimentos prendem meu olhar na pureza deste momento, com uma saudade,uma tristeza inexplicável,contraditória até...
Porque tudo é beleza.Mas  a luz  que se derama sobre a paisagem como que nos leva para lugares além daqui,além da vida onde tudo deve ser  assim translúcido,perfeito e belo!
Onde o sol com seu pincel dourado e róseo nunca deixa de brilhar, onde não há lugar para despedidas ou tristezas.Onde a saudade é doce e a Presença eterna!


domingo, 10 de junho de 2012

MARIO QUINTANA

Quintana é o poeta das coisas simples.Das coisas não percebidos por olhos distraídos.Tudo é digno de ser cantado em versos.Até a partida suprema tantas vezes por ele cantada como quem espera sem querer partir.
"Quintana o aprendiz de feiticeiro,com seus olhos de sentir,transforma em pura luz o que é opaco e trivial-uma janela,uma caneta, um sapato - e,com a suave ironia e a ternura dos que sabem,afasta os fantasmas e mitos que nos assobram.("Viver é sair e repente do fundo do mar/e voar.../e voar.../cada vez mais para o alto/ como depois de se morrer!")

                                     A RUA

A rua é um rio de passos e de vozes
um rio terrível que me vai levando,
mas estou só como se está na infância...
ou quando a morte vai se aproximando...

No ar, agora,que distante aroma?
Decerto eu nem sem saber pensei em ti...
E um vôo de andorinha na distância
è a minha saudade que eu te mando.

Mas tudo, nets tumultuosos rio,
não fica nunca ao fundo da lembrança
como no seio azul de uma redoma...

Tudo se afasta nessa correnteza
onde uma flor à vezes fica presa
e um claro riso sobre as águas dança!

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Mutação

Descerro  cortinas
E vejo o mundo se movendo
No bosque árvores dançam
ao som do vento sul
Nuvens se atropelam desfilando sob o sol
que pisca para o vento.
Diretores do espetáculo
Preparam o novo dia,lindo,translúcido,infinito
dilata-se meu coração.

No seguinte instante, encolhe-se o sol entristecido
Também meu coração...
Uma nuvem negra se aproxima
Sombras vêm chegando
a alegria deixa de sorrir.

Saudades? De mim ,de você
das vastidões solitárias
das risadas juvenis
do descompromisso de outrora
das repentinas descobertas
de coração descompassado,desmedido,sem horizontes
definidos
toda uma estrada a percorrer!

Agora,no céu semi azul flocos esparsos
dão-se as mãos e em bloco
como cortinas andantes, voláteis vão prendendo o sol.
Árvores param sua louca e descabelada dança.
Pouco a pouco , apáticas sossegam e adormecem.
Prossegue o mundo em seu giro
Me enrodilho,choro ...adormeço
até a próxima sensação de ser feliz!

sábado, 10 de março de 2012

Terra & Mulher

Mãe terra
Generosa Mulher
onde germina do amado
a semente da divina luz!
Filhos do universo
por teu corpo transitam
e rolam na circularidade da vida...
És terra, és mulher
Ninho escondido,porto seguro
Da vida fugaz.
Qual estrela que se parte
em brilhos gerando sementes,acolhendo homens
Como a poesia criando sonhos
Embalando amores!

Lançamento de livros

Foi reeditado  o livro "Aventuras na Serra"- 2ª edição com a nova ortografia.
Ilustrações de Samara Sena.Ficou lindo em sua nova apresentação.

O livro "Aventuras na Ilha da Magia" está em sua 5ª edição também dentro das novas normas ortográficas.As ilustrações são de Vera Borges.
Belas e artísticas ilustrações.

Já no prelo o "Aventuras no Sul- uma viagem no tempo" - para muito breve.
Nestes livros o leitor poderá encontrar-se com os maravilhosos cenários de Santa Catarina e suas lendas, costumes, gastronomia,cenários,folclore e climas tão diversificados.

Para serem lidos por jovens,crianças e adultos.
Naqueles a descoberta de espaços inusitados numa época em que a imaginação se confunde com a técnica.
Nos adultos o resgate de sonhos e valores que permanecem no coração.
Os temas buscam ressaltar valores adormecidos bem como estimular o cultivo da imaginação e da criatividade.
A proposta destas obras é exibir as belas regiões de Santa Catarina conferindo-lhes ingresientes míticos e simbólicos ao mesmo tempo que se propoem ao resgate da sensibilidade, da beleza estética e de certa ingenuidade, que não abdica de uma visão crítica da realidade e de uma grande preocupação com o relacionamento social.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

TEAR



TEAR
Não faltam temas
Nem sonhos e poemas
Pinçar da trama sempre
um novo fio...
E novamente ainda, entrelaçar
aos velhos sentimentos, a sensação
renovada de outros rumos.
Ludibriar costumes
Fugir dos uniformes e apenas tessituras
novas, doidas tessituras perseguir...
Voltar... Recomeçar a cada novo dia.
Na mala... O verso e a lua
Em casa... Prisioneiros, o medo
a incerteza, o erro.
E sair por aí
perseguido pelo tempo que vai
perseguindo o tempo que vem
Sonhador de uma peça inacabada
Em eterna caminhada
Compondo tramas renovadas
Sonhando sonhos e poemas
Tecendo fios.


segunda-feira, 21 de novembro de 2011

CLARO ENIGMA



Circunstâncias é que nos definem
Somos isto ou aquilo
De acordo com elas?
Intangíveis – inesperadas
Senhora de nossos  sucessos
E dos fracassos também ?
Por estes nos julgam
Por aqueles nos invejam
Pelo que nos amam?


Yedda Goulart